04 Novembro 2009
Como Preservar a bateria do Notebook ou Celular
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Nesta matéria vamos eliminar algumas lendas que rodeiam as baterias de notebook. Você vai descobrir, por exemplo, que deixar o laptop conectado no AC por muito tempo não interfere na duração da bateria. Ficou curioso para saber mais? Então assista a este vídeo e aos outros quatro que disponibilizamos aqui embaixo, exclusivamente para a web.
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06 Outubro 2009
Vem aí o Galileo, sucessor do famoso GPS!
Marcadores: Segurança, Tecnologia da Informação
Atualmente, o mundo conta com dois sistemas de localização via satélite em total funcionamento. O GPS (Global Positioning System - Sistema de Posicionamento Global), pertencente aos Estados Unidos, e o russo Glonass (Globalnaya Navigatsionaya Sputnikovaya Sistema) vêm conquistando cada vez mais as pessoas, independente da área em que trabalham. Utilizando aparelhos de localização via satélite é possível trafegar por lugares totalmente desconhecidos sem problema algum.
Se você nunca usou um aparelho de localização deste tipo, já deve ter ouvido falar no GPS. O Portal Baixaki já abordou este assunto anteriormente, por isso, caso queira saber mais sobre a tecnologia estadounidense de localização via satélite, não deixe de conferir os artigos “O que é GPS?” e “Como funciona o GPS?”
Problemas enfrentados atualmente
Infelizmente, nem tudo é só alegria. O sistema de localização GPS vem mostrando alguns problemas nos últimos anos, como localizações inexatas e indicações de direções erradas. Qualquer aparelho eletrônico, depois de certo tempo de uso, começa a dar problema, e com os satélites não poderia ser diferente.
Com pouco mais dez anos de funcionamento, o sistema de localização GPS começa a dar os primeiros sintomas de que talvez esteja na hora de lançar novos satélites, um investimento considerado muito grande para o pouco retorno que trará.
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O que é?

Com receio de ficarem sem um sistema de rastreamento e localização, os países membro da União Europeia decidiram unir forçar, e dinheiro, para criar o próprio sistema de localização por satélite. Nasceu assim o Galileo, projeto europeu de sistemas de localização por satélite e que tornou-se o terceiro sistema global em funcionamento do mundo.
O nome do projeto foi dado em homenagem ao astrônomo italiano, Galileu Galilei, o qual trouxe muitos avanços para o mundo, objetivo este pretendido pelos idealizadores do Galileo. O projeto é ambicioso e caro. Para os quatro satélites que já estão em órbita para fins de teste, foram investido pouco mais de 250 milhões de dólares.
Quando o Galileo estiver em pleno funcionamento, com seus trinta satélites em órbita e as estações de comando construídas, estima-se que valor gasto chegue a pouco mais de três bilhões de dólares. É um valor considerável, você não acha?
Como ele funcionará?
Este novo sistema de localização contará com trinta satélites em órbitas, um pouco mais do que o GPS (que conta com vinte e sete), dos quais vinte e sete estarão em operação e três ficarão na reserva, caso algum satélite principal venha a ter problemas.
Para que a chance de colisão entre os satélites do Galileo e do GPS seja nula, os aparelhos do novo sistema orbitarão a 23.222 quilômetros de altura (contra os 24.000 quilômetros do GPS). A disposição dos satélites também será diferenciada, de maneira a cobrir qualquer ponto da superfície terrestre, até mesmo latitudes próximas aos pólos (acima dos 75º).
Os satélites do Galileo circularão em três órbitas diferentes, distantes 120º uma da outra e cada uma com dez equipamentos. Assim é possível garantir a qualidade do sinal para todas as regiões de cobertura do planeta.
A forma como os satélites irão trabalhar para indicar com precisão a localização de cada usuário será a mesma do GPS, apresentada com detalhes no artigo “Como funciona o GPS?”. Não deixe de conferir e fique por dentro do funcionamento destas tecnologias que se tornaram tão indispensáveis para o ser humano.

Planos
O Galileo contará com quatro tipos de “planos” de serviços, cada um com uma particularidade. Confira logo abaixo cada um deles e o que eles possuem.
- OS (Open Service) – como o próprio nome sugere, é o plano gratuito, no qual os usuários podem utilizar do serviço sem custo algum. A única inconveniência é que o erro de localização é de 4 metros para o posicionamento horizontal (latitude e longitude) e 8 metros para a posição vertical (altitude).
- CS (Commercial Service) – a única diferença deste plano para o gratuito é o fato de ele ser mais preciso, com erros de localização inferiores a dois metros.
- PRS (Public Regulated Service) – mais voltado para órgão públicos e empresas privadas, este plano possui a facilidade da detecção e correção de problemas e eventuais erros em menos de 10 segundos.
- SoL (Sofety of Life Service) – voltado para empresas de segurança, corpo de bombeiros, polícia e controladores de tráfego, este plano conta com a rapidez na detecção e correção de problemas e possui um erro de localização inferir à 1 metro.

Além dos países europeus, o projeto Galileo conta com o apoio de diversas nações que não fazem parte da Europa. No ano de 2003, sete novos colaboradores aderiram ao projeto: Ucrânia, China, Israel, Índia, Marrocos, Arábia Saudita e Coréia do Sul.
Futuros colaboradores podem surgir de negociações dos representantes europeus com líderes de países como o Brasil, Argentina, Austrália, Canadá, Chile, Japão, Malásia, México, Noruega, Paquistão e Rússia. As negociações com o Brasil seguem a passos curtos, com uma provável resposta a ser discutida e anunciada na Geo Summit Latin America, evento de acontecerá em maio de 2010, na cidade de São Paulo.

Os Estados Unidos foi o único país que ficou contra o projeto do sistema de localização europeu. As tentativas de impedir a concretização do projeto ficaram ainda mais fortes depois dos atentados que o país sofre em Setembro de 2001. O principal argumento utilizado pelo país da América do Norte foi que o sistema europeu poderia ser utilizado com propósitos terroristas.
Mediante a oposição dos Estados Unidos a Europa teve dificuldades em conseguir colaboradores no início do projeto, mas logo esta situação foi revertida e hoje o Galileo já conta com o apoio de vários países.

Além de um número maior de satélites, o Galileo possui diversas outras particularidades que o diferenciam do sistema GPS. A principal delas é o controle civil dos satélites, muito diferente do controle militar imposto pelos Estados Unidos ao GPS. Isto permitirá que as pessoas acessem mapas de qualquer lugar do planeta e possam visualizar cada centímetro de território, sem restrição alguma.
Enquanto o GPS possui um desvio de cerca de 20 metros ao indicar a localização dos usuários, o Galileo promete erros inferiores a 10 metros, nos “pacotes” livres, podendo chegar a poucos centímetros de diferença, no “pacote especial”, como citado anteriormente.

As órbitas e rotas do Galileo foram planejadas de maneira a aumentar a cobertura do sinal. Com uma inclinação de 56º em relação à linha do Equador, os satélites do sistema de localização europeu cobrirão altas latitudes, próximo aos pólos da Terra (acima dos 75º), como o norte da Escandinávia.
Além de toda esta cobertura, o grande número de satélites em órbita possibilita a disposição do sinal 24 horas por dia, 7 dias por semana. Ou seja, sempre que você precisar poderá utilizar o seu aparelho de localização por satélite, independente de onde esteja ou da hora.
O Galileo não servirá apenas para mostrar a localização de cada usuário. Com ele, as pessoas contarão com serviços como: guias turísticos, controle de velocidade, itinerários, controle de fronteiras, indicações de obras públicas e desvios, além de possuírem um sistema especial de ajuda a portadores de deficiência.
O número de postos de controle do Galileo é menor do que do sistema GPS. Em um primeiro momento, serão apenas duas bases de controle, uma em Munich, na Alemanha, e a segunda em Roma, na Itália. Posteriormente novas estações serão criadas, caso haja necessidade.

São três os órgãos responsáveis pela criação e desenvolvimento do Galileo. A Galileo Industries, criada da fusão de quatro outras empresas, a EADS Space, grande corporação aeroespacial europeia, e a ESA, Agência Espacial Europeia.
O Galileo deve ficar sob a inteira responsabilidade da EADS Space Service nos primeiros vinte anos do projeto. Passado este tempo, uma votação deverá ser realizada, contando com a participação de todos os países envolvidos, para decidir quem será o próximo “guardião” dos satélites.

Para quando?
A previsão é que o Galileo esteja em total funcionamento daqui quatro anos, em 2013. Os primeiros satélites de testes já foram lançados e até o momento não apresentaram graves problemas, que impedissem o desenvolvimento do projeto.

Agora, resta torcer para que tudo corra bem nos próximos lançamentos de satélites e que o Galileo esteja em total funcionamento o quanto antes. Se toda esta precisão e serviços prometidos forem mesmo colocados em prática, o GPS pode estar com seus dias contados. Até lá, é acompanhar a evolução e torcer!
E vocês, usuários, o que acharam de todas estas promessas? Será mesmo que um serviço de tal qualidade e precisão será disponibilizado gratuitamente para quem quiser utilizar? Não deixe de expor sua opinião!
Fonte: baixaki.com.br
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